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A intensificação dos eventos climáticos extremos deixou de ser uma projeção distante e passou a fazer parte da rotina de milhões de pessoas. Ondas de calor mais longas, secas severas, enchentes e tempestades cada vez mais intensas vêm se repetindo em diferentes regiões do planeta, enquanto pesquisadores alertam que a combinação entre as mudanças climáticas e a possibilidade de um Super El Niño pode ampliar ainda mais esses impactos nos próximos meses. O cenário também coloca em evidência os desafios para a agricultura, a disponibilidade de água, a geração de energia e a infraestrutura das cidades.

Nessa sexta (30), a passagem de uma frente fria pelo Sul e Sudeste do Brasil provocou ventos superiores a 100 km/h, mortes, quedas de árvores, apagões e interrupções em serviços essenciais em diferentes cidades e já são um reflexo desse evento climático. O fenômeno foi provocado pelo intenso contraste entre o ar quente e seco que predominava na região e a massa de ar frio e úmido trazida pela frente fria. No Rio de Janeiro, as rajadas chegaram a 105 km/h no Galeão, enquanto, em São Paulo, um pico de 124,9 km/h foi registrado em Itaporanga. Os episódios deixaram vítimas em ambos os estados e afetaram aeroportos, transportes e estruturas urbanas.

A instabilidade também atingiu o Rio Grande do Sul, onde um tornado associado a uma supercélula foi registrado nas cidades de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho. Os ventos nessas regiões podem ter alcançado 300 km/h, a dimensão desses episódios reforçam os riscos associados à intensificação e à ocorrência de eventos meteorológicos extremos.

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No 39º episódio do ExpliCA, do projeto Fala Caio, a pesquisadora Ana Maria Heuminski de Avila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas em Agricultura (CEPAGRI) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), analisa como as mudanças climáticas vêm alterando o comportamento da atmosfera e explica os possíveis impactos de um Super El Niño para o Brasil. Na conversa, ela também aborda os desafios de adaptação diante do aumento dos eventos extremos e a importância do fortalecimento das políticas públicas para enfrentar os efeitos de uma nova realidade climática.

Ouça o episódio completo pelo Spotify e acompanhe todas as interações no conteúdo a seguir:

Pergunta 1: De forma geral, ao redor do mundo, a gente vive um momento de muitas discussões sobre as mudanças climáticas. Para formar uma base para quem está conosco, o que é o clima e qual é o ponto mais vulnerável que a gente enfrenta hoje em relação a ele?

Ana Maria Heuminski de Avila (CEPAGRI): O clima define todas as condições, e toda a forma de vida na Terra depende das condições climáticas. Mesmo que você consiga controlar o ambiente de que precisa, por exemplo, você depende de energia, de diferentes tipos de energia, sejam renováveis ou não, e elas também estão diretamente interligadas e dependentes do clima. Então, se a gente olhar para todas as condições da vida na Terra e colocá-las em forma de uma pirâmide, o clima é a base dessa pirâmide.

A gente depende dele e está diretamente ligado a essas condições climáticas. A grande questão é que nós temos um clima como conhecemos e uma forma de vida na Terra como conhecemos. Na verdade, não é que estamos apenas agora diante das mudanças climáticas. O aumento da temperatura média do planeta já vem sendo estudado há séculos, e existe uma relação entre esse aumento da temperatura e a concentração de CO₂ na atmosfera.

Vale lembrar que nós temos o efeito estufa natural, que é justamente o que permite o clima tal qual nós conhecemos. Ele está relacionado aos componentes presentes na atmosfera que, de certa forma, mantêm a temperatura e o equilíbrio do planeta, interagindo com a radiação, principalmente com a radiação de onda longa, que é aquela que sai do planeta. Nós temos componentes como o CO₂, que faz parte desses gases que ajudam a manter a temperatura no planeta. A grande questão é o aumento desenfreado desses elementos na atmosfera, que passam a interagir com essa radiação de forma excessiva e fazem com que tenhamos um aumento das temperaturas no planeta e, consequentemente, o aquecimento global.

Pergunta 2: Por muitos anos, houve uma espécie de vilanização do efeito estufa, principalmente pela forma como o tema foi apresentado para o público. Mas, como você explicou, é justamente o efeito estufa natural que garante a possibilidade de vida na Terra, porque mantém a temperatura do planeta. O ponto central é a ampliação desse efeito estufa, que provoca o aumento da temperatura média. Ao mesmo tempo, temos conferências do clima e pactos internacionais, como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris, além da COP de Belém, em 2025, reforçando compromissos. Ainda assim, vemos ondas de calor extremas na Europa, milhares de mortes relacionadas às altas temperaturas e até grandes eventos esportivos acontecendo em meio a temperaturas elevadíssimas. Como equilibrar esses temas e compreender a urgência que parece não estar sendo percebida por parte dos governos, que fazem grandes promessas enquanto continuam negociando quantidades enormes de petróleo?

Ana Maria Heuminski de Avila (CEPAGRI): Esse tema da onda de calor na Europa, com vários países passando por períodos de calor bastante intenso, é algo que vem se repetindo de forma mais frequente nos últimos anos e, além de mais frequente, também com bastante intensidade. Então, sim, esse é mais um alerta daquilo que já estamos vivenciando há algumas décadas. Aqui para nós também temos chuvas e eventos intensos. Isso vem acontecendo, embora exista uma dificuldade de entender exatamente a partir de quanto e o quanto cada evento está sendo influenciado pela questão do aumento das temperaturas e do aquecimento global.

De forma geral, porém, em média, temos um aumento das temperaturas, sobretudo nos últimos anos, chegando e até ultrapassando ligeiramente um valor considerado importante, que é o limite de 1,5. Os cientistas falam muito sobre esse limiar de 1,5°C porque, a partir dele, as incertezas relacionadas ao clima extremo no planeta Terra são ainda maiores. Então, sim, essas questões estão muito interligadas. Os eventos extremos vêm ocorrendo com mais frequência e existe esse aumento das temperaturas do planeta, sobretudo nas últimas décadas.

Pergunta 3: Para a gente conversar sobre outro fenômeno que vem ganhando espaço nas discussões, temos o El Niño e a perspectiva de um chamado Super El Niño. O que é esse fenômeno? Existe realmente um Super El Niño? Por que ele recebe essa denominação? E, diante de informações que circulam nas redes sociais, como recomendações para estocar água e alimentos, precisamos ficar tão alarmistas em relação a esse cenário?

Ana Maria Heuminski de Avila (CEPAGRI): A questão do Super El Niño está relacionada, de uma forma bem simples, a um El Niño de intensidade muito forte. O El Niño tem classificações e pode ser fraco, moderado ou forte, dependendo muito da anomalia da temperatura da água no Oceano Pacífico Equatorial, sobretudo na região conhecida como Niño 3.4. Existem algumas divisões utilizadas pela ciência para caracterizar essas áreas, e a região Niño 3.4 é onde o fenômeno tem uma influência maior, digamos assim, no globo. Então, se você tem um El Niño fraco, significa que a temperatura da água está entre 0,5°C e 1 °C acima da média.

Se a anomalia está entre 1 °C e 1,5 °C, você tem um El Niño moderado. Se a temperatura está entre 1,5°C e 2°C acima da média, temos um El Niño forte. E o chamado Super El Niño estaria relacionado a uma intensidade ainda maior, acima de 2°C. Nesse caso, as águas do Oceano Pacífico Equatorial estariam 2°C ou mais acima da média na região do El Niño. O que acontece é que um Super El Niño ou um El Niño forte está associado a uma expectativa de que os eventos climáticos extremos provocados pelo fenômeno também possam ser mais intensos. Ou seja, o risco de termos eventos severos é maior.

Mas existe uma questão muito grande de incerteza, porque nem todo El Niño acontece da mesma forma e provoca danos da mesma maneira ou nos mesmos locais. Existe uma variabilidade espacial muito importante. Para que o El Niño seja caracterizado, é necessário que a temperatura das águas permaneça acima da média durante um determinado período. Se tivermos cinco meses consecutivos com águas pelo menos 0,5°C acima da média, podemos caracterizar a presença do fenômeno, e, à medida que essa água se torna mais quente, podemos chegar a um El Niño de forte intensidade.

 O que temos agora é uma probabilidade maior de que se configure um El Niño de intensidade moderada a forte. As previsões estão mantendo essa probabilidade alta, então dificilmente teremos um cenário sem El Niño. Mas é importante entender que existe uma associação entre oceano e atmosfera. O oceano aumenta sua temperatura e a atmosfera responde a esse aumento. Essa relação faz com que haja mudanças na situação geral da atmosfera, com impactos diferentes em determinadas regiões do mundo. Como o Oceano Pacífico é o maior oceano do planeta, essa área é muito grande e uma região mais quente acaba impactando a evaporação e, consequentemente, a atmosfera logo acima desse bolsão mais quente se torna uma área de menor pressão.

Isso aumenta as chances de instabilidade e, por sua vez, provoca uma espécie de compensação em outras áreas. Portanto, essa interação entre oceano e atmosfera na região do Pacífico é decisiva para que possamos realmente definir a formação de um El Niño. Ter apenas a água mais quente não significa necessariamente que o fenômeno esteja configurado. É quando temos a resposta conjunta do oceano e da atmosfera que o El Niño está propriamente configurado.

Pergunta 4: Considerando que o Oceano Pacífico está entre a América Latina, a América do Norte, a Ásia e a Austrália, o aumento da temperatura desse oceano e a reação da atmosfera podem causar instabilidades e eventos como chuvas intensas, calor extremo e mudanças nas temperaturas. Quais são os impactos que podemos esperar no Brasil, principalmente sobre o regime de chuvas, a agricultura, as secas e o excesso de precipitação? E como podemos nos preparar, seja por meio de políticas públicas, seja por ações individuais?

Ana Maria Heuminski de Avila (CEPAGRI): O que temos observado nas últimas décadas é uma maior frequência de eventos extremos e intensos. Diante do fenômeno El Niño, podemos explicar, de forma geral, quais são os impactos esperados. Olhando para o mapa do Brasil, temos, por exemplo, a região Sul com chuvas acima da média, principalmente na primavera do primeiro ano de formação do El Niño, e também podemos ter chuvas acima da média no outono do segundo ano.

Já no Nordeste, no leste da Amazônia e no norte da Amazônia, podemos ter chuvas abaixo da média, com um clima mais seco. De forma geral, também esperamos temperaturas mais altas para todo o país. Vale lembrar que estamos com o El Niño praticamente em curso, já configurado, ao mesmo tempo em que temos o aumento das temperaturas do planeta observado nas últimas décadas. Então, há uma sobreposição de fenômenos que aumenta a incerteza em relação às previsões e, ao mesmo tempo, cria uma expectativa de aumento dos eventos extremos por conta desse fenômeno, que deve impactar grandes áreas do país.

 Agora, quando falamos em medidas práticas, como estocar alimentos e água, precisamos ter cuidado. Existe uma expectativa de que determinadas situações possam acontecer, mas quais municípios serão atingidos, qual será a intensidade e em que época isso ocorrerá são questões que só conseguimos saber com alguns dias de antecedência. O El Niño é apenas um fator, embora seja um fator atmosférico de grande escala. Para que aconteça um desastre, é necessário que várias questões ocorram ao mesmo tempo, como vimos, por exemplo, no Rio Grande do Sul em 2024. São várias condições que se combinam para produzir um desastre de determinada proporção. Por isso, não é possível afirmar ou sugerir que as pessoas devam simplesmente estocar alimentos e água, porque existe uma incerteza muito grande.

Outros El Niños já ocorreram, como os de 1982 e 1983 e o de 2015 e 2016, mas não significa que os impactos aconteçam exatamente nas mesmas regiões ou municípios. Muitas vezes, um evento severo pode atingir determinada região e ser muito mais intenso em um município que não foi afetado da mesma forma em eventos anteriores. Essa é uma questão muito pontual e de curto prazo. Não adianta pensar que vamos conseguir nos preparar com tanta antecedência a ponto de evitar completamente os impactos ou ficar totalmente imunes. O que se recomenda é estar atento às informações, às notícias, às previsões e, principalmente, aos alertas emitidos pelas Defesas Civis.

Pergunta 5: Existe uma diferença importante entre clima e tempo, e a previsão também trabalha com diferentes escalas. Como essas previsões são feitas e por que é tão importante que as políticas públicas brasileiras considerem os dados científicos produzidos ao longo de décadas? Muitas vezes, vemos problemas que são previstos com anos de antecedência, mas, quando eles finalmente chegam, a sociedade parece despreparada.

Ana Maria Heuminski de Avila (CEPAGRI): Nós temos um desafio muito grande em relação às previsões porque existe também uma questão econômica, e essa questão econômica é determinante. Você precisa agir, e essa ação tem um custo. Muitas vezes, não estamos dispostos a investir, mas essa necessidade só passa a ser realmente compreendida quando percebemos economicamente que precisamos agir, principalmente por causa do valor que está sendo perdido ou que será necessário investir no futuro. Quanto mais tempo demorarmos para investir em adaptação, maior e mais alto será o custo de tudo isso. Isso já é cientificamente comprovado.

Diante de um desastre, além dos bens materiais, temos a perda de vidas. Temos pessoas vivendo em áreas que não deveriam ocupar e ações que não preservam a natureza, fazendo com que os recursos se escasseiem. Também existe o custo econômico dos eventos severos, e esse é um preço muito alto. Muitas vezes, quando esse impacto começa a doer no bolso, é que surge uma percepção mais urgente. Mas nós já estamos em uma situação urgente de adaptação e mitigação. Quando falamos em clima e em mudança do clima, precisamos de vários anos de dados para conhecer o comportamento climático de uma região.

 Não é uma questão de achar ou não achar: os dados precisam mostrar isso, precisam ser de boa qualidade e precisamos ter pelo menos 30 anos de dados para caracterizar o clima de uma região, segundo a Organização Meteorológica Mundial. Se eu digo que determinada cidade recebe uma quantidade específica de chuva em determinado mês, preciso de uma série histórica suficientemente longa para fazer essa caracterização climática. Por outro lado, o tempo é um instante da atmosfera. São esses diferentes momentos do tempo que, ao longo de muitos anos, vão caracterizar o clima de uma região, portanto, são escalas diferentes.

Quando falo em previsão do tempo, estou falando de uma escala que pode chegar a aproximadamente 15 dias. Quando falo em previsão climática, estou falando de meses de antecedência, dois, três ou até seis meses. E quando falo em mudanças climáticas, estou falando de vários anos para caracterizar essas mudanças. Eu não posso dizer, por exemplo, que daqui a dois dias, em julho, teremos uma temperatura específica de 25 °C por causa das mudanças climáticas. Isso não existe nessa escala. O que posso ter é uma tendência ou um cenário indicando que, em 2050, poderemos ter determinada temperatura.

Já quando falamos de previsão do tempo, temos uma questão mais pontual e podemos dizer que os modelos apontam uma temperatura de 20 ou 30 °C para daqui a três, quatro ou cinco dias. Essas escalas são importantes para entendermos o que podemos esperar de cada modelo e de cada cenário, porque muitas vezes temos uma expectativa sobre uma resposta que, pela própria limitação da ciência e pela escala analisada, não será possível obter daquela previsão.

Pergunta 6: Nos últimos anos, figuras como Greta Thunberg e outros movimentos têm tentado aumentar o engajamento da sociedade e pressionar os governos. Ao mesmo tempo, vemos países tendo que repensar até mesmo a estrutura de suas casas por causa das mudanças nas temperaturas. Você acredita que, em um futuro próximo, as pessoas vão sentir cada vez mais esses impactos e começar a cobrar mudanças de forma mais intensa? Ou ainda haverá muita resistência, principalmente diante da desinformação e das teorias da conspiração?

Ana Maria Heuminski de Avila (CEPAGRI): Felizmente, existe essa dualidade, mas eu entendo que a divulgação científica é muito importante para mostrar e apresentar as questões da ciência. E, quando falamos em divulgação, acho que ela precisa chegar a todas as pessoas da mesma forma que a desinformação consegue chegar. Se você divulga que a Terra é plana, por exemplo, de repente surgem conspirações surpreendentes e inacreditáveis, e nós somos constantemente bombardeados por informações erradas.

A forma como essas informações são divulgadas é atraente e, muitas vezes, fácil de entender. Então, precisamos levar a ciência da forma como ela realmente é e mostrar as informações corretas, mas a linguagem e a maneira de apresentar esse conhecimento precisam ser bastante trabalhadas. Eu vejo uma mudança muito grande nas últimas décadas, uma mudança estrutural muito importante, e precisamos retomar e manter esse trabalho, sempre atentos às informações corretas, porque as informações erradas se espalham rapidamente. Fake news e informações absurdas circulam com muita facilidade.

 É uma questão que precisamos trabalhar constantemente e cada vez mais. O papel da comunicação e da divulgação científica é justamente esse: comunicar informações corretas e aproximar a ciência das pessoas. É inadmissível que alguém possa acreditar que a Terra é plana, colocando em dúvida algo que é cientificamente comprovado há tantos anos. Por isso, o mais importante é trabalhar continuamente com uma divulgação científica correta, acessível e capaz de chegar às pessoas de maneira tão eficiente quanto chegam as informações falsas.


Pergunta 7:
Para encerrar, gostaria de falar sobre o racismo ambiental e também sobre a agricultura, já que o CEPAGRI tem uma atuação diretamente relacionada aos impactos climáticos nesse setor. Essas realidades tendem a mudar de forma mais drástica nos próximos anos? Teremos mais dificuldades diante das mudanças que estão sendo previstas?

Ana Maria Heuminski de Avila (CEPAGRI): Eu entendo que não se trata de um salto, mas de uma questão constante, em que uma coisa depende da outra. O que estamos vivendo hoje, por exemplo, é uma expectativa de um El Niño de forte intensidade, ao mesmo tempo em que já temos eventos extremos acontecendo. Então, precisamos entender que esses eventos vão passar a acontecer com mais frequência e que isso é uma realidade, ponto. Agora, o quanto mais frequentes eles serão, essa é uma incerteza muito grande que ainda temos. O que podemos afirmar é que estamos diante de uma mudança contínua, e precisamos compreender que os eventos extremos fazem parte de uma realidade que tende a se tornar cada vez mais presente. Por isso, a preparação, a adaptação e o acompanhamento das informações científicas são fundamentais para que possamos lidar com esse cenário da melhor maneira possível.

Veja o vídeo disponível no perfil do Fala Caio, no Instagram, sobre o assunto:

FONTE/CRÉDITOS: Caio Andrade - Fala Caio