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Com idealização do poeta Bruno Black e um elenco plural, evento de estreia reuniu poesia, música, dança e capoeira, provando que a arte na Bahia é uma experiência viva e compartilhada.
Salvador, Bahia. 14 de agosto de 2026
Quem passou pela Livraria LDM do Shopping Bela Vista na tarde do último sábado não encontrou apenas estantes de livros e o silêncio tradicional do ambiente acadêmico. Entre as 14h e as 18h, o espaço foi palco de um verdadeiro arrebatamento cultural. A primeira edição do Sarau Barril Dobrado da Bahia ocupou o local com uma maratona de expressões artísticas que misturou poesia, música, teatro, dança, capoeira e contação de histórias.
Nascido do sentimento de gratidão do poeta, escritor e produtor cultural Bruno Black pelo acolhimento recebido em terras baianas, o projeto idealizado por ele transcendeu a lógica do espetáculo tradicional. A proposta não era apenas colocar artistas em um palco, mas construir um território de afeto e pertencimento junto ao público.
"Aqui somos todos Barril Dobrado!", ecoou pelo espaço, sintetizando o espírito de comunhão que marcou a jornada de quatro horas de arte ininterrupta.
Uma constelação de linguagens e potências
A curadoria do encontro, assinada por Bruno Black ao lado de Chá Rize, Elenia Cardoso, Gleice Ferreira, Herlani Moore e Ras Poeta, garantiu uma programação orgânica e de alta densidade artística. A rotatividade de linguagens manteve a plateia engajada do primeiro ao último minuto:
Música & Performance: As vozes de Carol Dantas, Opus Três, Nilson Aquino, Rita Moreira e Thais Macedo deram a tona sonora da tarde, criando a trilha perfeita para a presença cênica da atriz Andressa Castro Alves.
Corpo e Ancestralidade: A dança e a força da capoeira ganharam vida com Ana Paula, Aramis Capoeira, Barbara Simone, Luciana Belly, Manoush e a Mestra Giza, mostrando a corporalidade como preservação de memória.
A Palavra Emocionada: A poesia foi defendida por nomes como Italva Cruz, J. J. Rebouças, Jeane Sánchez, Nice Mendes, Romário Filho e Vagalume, somados ao encanto da contação de histórias com Jacqueline Meire.
O momento mais simbólico da tarde ficou por conta do Microfone Aberto. Quebrando barreiras entre artista e espectador, nomes como Sarah Melo, Ametista, Talita Moore, Nádia Siqueira e Marcus Valério ocuparam o centro da livraria, provando que o sarau cumpriu seu papel fundamental: dar voz e amplificar talentos.
Ao final, o público não deixou a LDM apenas com novos livros debaixo do braço, mas com a certeza de ter testemunhado o nascimento de um movimento que já deixa saudades e pede passagem na agenda cultural da capital baiana.
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