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A honraria mais alta concedida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, um projeto de lei de autoria da deputada estadual Andréia de Jesus, como reconhecimento ao cantor Chico Cesar à sua contribuição à cultura e história do povo negro.
No dia 21/08/2026 (sexta-feira) acontecerá a cerimônia de entrega do Título de Cidadania Honorária ao cantor e compositor Chico César. A homenagem é uma iniciativa da deputada estadual Andréia de Jesus (PT).
A reunião especial está publicada no site oficial da Assembleia Legislativa para as 10 horas do dia 21 de agosto de 2026, destinada à entrega do título de Cidadão Honorário do Estado ao Sr. Francisco César Gonçalves, o Chico César.
A cerimônia contará com a presença do cantor mineiro, compositor e violeiro Pereira da Viola, que irá abrir a homenagem com uma apresentação musical que traz para a cerimônia seu talento e identidade inconfundível. Além dele, outros artistas mineiros, personalidades importantes da cultura popular de Minas Gerais estarão presentes para prestigiar o momento.
CHICO CÉSAR, REFERÊNCIA
Francisco César Gonçalves, o Chico César, nasceu em 26 de janeiro de 1964, em Catolé do Rocha, no interior da Paraíba. Aos 16 anos, mudou-se para João Pessoa, onde se formou em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba e participou do grupo Jaguaribe Carne, ligado à poesia de vanguarda. Aos 21 anos, seguiu para São Paulo, onde trabalhou como jornalista e revisor de textos, ao mesmo tempo em que se aperfeiçoava no violão, compunha e começava a formar seu público.
Em 1991, após uma turnê pela Alemanha, decidiu deixar o jornalismo para dedicar-se exclusivamente à música. Formou a banda Cuscuz Clã e, em 1995, lançou seu primeiro álbum, Aos Vivos. No ano seguinte, alcançou projeção nacional e internacional com Cuscuz Clã. Em Beleza Mano, aprofundou o diálogo de sua obra com a cultura negra, reunindo artistas como Lokua Kanza, Família Alcântara, Thaíde & DJ Hum e Paulo Moura.
Nos anos seguintes, Chico César consolidou uma obra marcada pelo encontro entre diferentes ritmos, culturas e referências. Lançou Mama Mundi (2000) e, em 2002, Respeitem Meus Cabelos, Brancos, álbum produzido entre Londres, Recife, Salvador, João Pessoa e São Paulo, com participações de nomes como Naná Vasconcelos e Carlinhos Brown. Vieram ainda De uns tempos pra cá (2005) e Francisco, Forró y Frevo (2008), trabalho dedicado à força das festas e dos ritmos populares nordestinos.
Em 2015, lançou Estado de Poesia, unindo samba, forró, frevo, toada e reggae. A versão ao vivo do trabalho venceu, em 2018, o Prêmio da Música Brasileira na categoria de melhor álbum de Pop/Rock/Reggae/Hip Hop/Funk. Em 2019, lançou O Amor É um Ato Revolucionário, álbum inteiramente autoral e atravessado pelas vivências político-sociais do artista e pelo contexto brasileiro.
Em 2021, a canção Deus Me Proteja, lançada originalmente no álbum Francisco, Forró y Frevo, de 2008, ganhou nova projeção nacional após ser cantada por Juliette Freire no Big Brother Brasil. A repercussão provocou um aumento expressivo nas audições da música e de toda a discografia de Chico César, que registrou crescimento de 173% no Spotify e ultrapassou a marca de 100 mil inscritos no YouTube.
Em 2022, lançou Vestido de Amor, seu décimo álbum de estúdio e primeiro concebido fora do Brasil. Gravado na França, o trabalho aborda o pan-africanismo sob a perspectiva da diáspora e conta com participações de nomes da música africana, como Salif Keita e Ray Lema. Em 2024, lançou com Zeca Baleiro Ao Arrepio da Lei, retomando uma parceria artística iniciada mais de três décadas antes.
Em 2026, Chico César lançou FOFO, seu 11º álbum de estúdio. Com 16 faixas, o trabalho promove um reencontro do artista com suas origens, recuperando composições feitas ainda na adolescência e juventude na Paraíba e reunindo também criações mais recentes. Gravado ao vivo em estúdio, em formato de voz e violão, FOFO estabelece um diálogo com a simplicidade de Aos Vivos, seu disco de estreia. O novo trabalho vem sendo levado aos palcos em 2026, reafirmando uma trajetória de mais de três décadas marcada pela poesia, pela experimentação musical e pelo diálogo permanente entre cultura brasileira, ancestralidade, identidade e questões sociais.
Informações registradas no site oficial do cantor.
UMA TRAJETÓRIA QUE ENCONTRA MINAS
Para a deputada Andréia de Jesus, reconhecer Chico César é também reconhecer a cultura como espaço de encontro entre diferentes territórios e histórias.
“Não tenho palavras para descrever a alegria e o orgulho de conceder a Chico César o título de Cidadão Honorário de Minas Gerais. Ele é um artista sensível, consciente e coerente com sua obra. Em seu trabalho, de maneira leve e musical, conta a história do povo negro, fala de romances e vivências, sem deixar de denunciar o racismo e as mazelas que ele carrega. Reconhecer a trajetória de Chico César é devolver a visibilidade que tentam tirar do nosso povo desde 1500. Minas Gerais tem a oportunidade de homenagear esse grande homem e sua história.’’, concluiu a deputada Andréia de Jesus.
SUPRESA EM BREVE
A passagem do cantor por Minas Gerais tem como principal objetivo o recebimento do título, mas não para por aí. Nesse sentido, estão sendo construídas agendas públicas em conjunto que serão divulgadas em breve, confirma Iuri Guilherme, comunicador político responsável pela articulação da homenagem pela parlamentar.
Título de Cidadão Honorário de Minas Gerais a Chico César
Data: 21 de agosto
Horário: 10h
Local: Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais
A cerimônia será aberta ao público. Importante destacar que o espaço está sujeito a lotação, chegue cedo e garanta seu lugar.
O evento está na agenda oficial da ALMG: https://www.almg.gov.br/atividade-parlamentar/plenario/reuniao/?dia=21&mes=08&ano=2026&hr=10:00
Para mais informações:
Nome: Iuri Guilherme Santos Leite
Telefone: (31) 9 8411-0190
Email: iuriguilhermesleite@gmail.com
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