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A cena artística e a comunidade LGBTQIA+ brasileira perderam um de seus grandes nomes. Cláudia Pantera, humorista, atriz e transformista carioca, faleceu em agosto de 2026, deixando um legado marcado pelo talento, pelo humor e por décadas de dedicação à arte e à representatividade.
Cláudia iniciou sua trajetória artística ainda na juventude. Aos 18 anos, deu os primeiros passos na tradicional Banda de Ipanema, um dos mais importantes símbolos da diversidade e da cultura carnavalesca do Rio de Janeiro. Pouco tempo depois, estreou nos palcos do extinto Bar Boêmio, onde começou a conquistar o público com seu carisma e performances marcantes.
Ao longo da carreira, tornou-se um dos rostos mais conhecidos da noite LGBTQIA+ carioca. Em Copacabana, brilhou em tradicionais espetáculos, como As Fantásticas, realizados no Quiosque Rainbow, além de se apresentar em casas noturnas que marcaram época, como a Boate Encontrus. Seu talento, irreverência e presença de palco fizeram de Cláudia uma referência para artistas transformistas e para diferentes gerações de espectadores.
Sua trajetória também ganhou registro na série documental Noturnas, produção que resgata a história do movimento transgênero e da arte transformista no Brasil, reforçando a importância de sua contribuição para a cultura e para a visibilidade da comunidade LGBTQIA+.
Com sua partida, amigos, colegas de profissão e admiradores prestam homenagens a uma artista que dedicou a vida aos palcos e ajudou a construir a história da cena noturna carioca. Cláudia Pantera deixa como legado o compromisso com a arte, a resistência e a celebração da diversidade, inspirando novas gerações de artistas e fortalecendo a memória da cultura LGBTQIA+ no Brasil.
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