A atriz, cantora, poetisa e dubladora Clodd Dias morreu na quinta-feira (6), aos 49 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada na sexta-feira (7) pelo Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo (Sated-SP) e pela agência Diáspora Elenco. A causa da morte não foi divulgada.

A notícia causou repercussão entre artistas e profissionais do teatro e do audiovisual brasileiro. O diretor artístico Ruy Cortez, amigo de Clodd, lamentou a perda e destacou o talento da atriz. A despedida aconteceu no Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo.

Uma trajetória iniciada ainda na adolescência

Natural de Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd Dias começou sua trajetória artística aos 14 anos. Posteriormente, formou-se pelo Centro de Artes Célia Helena, em 2001, consolidando sua carreira principalmente nos palcos.

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Ao longo da carreira, participou de diversas montagens teatrais, entre elas “Entrega para Jezebel”, “Mãe de Santo”, “A Mulher que Digita”, “Esperando Godot” e “Negrinha”. Em 2026, também integrou o elenco do espetáculo “O Céu Fora Daquela Janela”, apresentado no Sesc Vila Mariana, em São Paulo.

Sua trajetória também passou pelo cinema e pela televisão. Clodd esteve em produções como “Dois Mais Dois” (2021), “O Clube das Mulheres de Negócios” (2022), dirigido por Anna Muylaert, e “Rodeio Rock” (2023). Na televisão e no streaming, participou de “Notícias Populares” (2022) e “Ayô” (2025).

Reconhecimento em “Manhãs de Setembro”

Um dos trabalhos de maior destaque de Clodd Dias foi na série “Manhãs de Setembro”, do Prime Video, lançada em 2021 e protagonizada por Liniker.

Na produção, a atriz interpretou Roberta, melhor amiga de Cassandra, personagem vivida por Liniker. A série ganhou importância por ampliar a presença e a representação de pessoas trans no audiovisual brasileiro.

O trabalho rendeu a Clodd o Prêmio Arcanjo de Cultura em 2021, reconhecimento que marcou um momento importante de sua carreira.

A atriz também integrou o elenco da segunda temporada de “As Five”, série do Globoplay derivada de “Malhação: Viva a Diferença”, ampliando sua presença entre as produções de destaque do streaming brasileiro.

Representatividade e legado

Além da atuação, Clodd Dias desenvolveu trabalhos como cantora, poetisa e dubladora, construindo uma carreira multidisciplinar.

Sua presença como mulher trans negra no teatro, no cinema e nas séries brasileiras também marcou sua trajetória artística. Para além dos personagens interpretados, sua carreira contribuiu para ampliar a visibilidade de artistas trans no mercado audiovisual e cultural brasileiro.

Clodd ainda deixou trabalhos inéditos. Entre eles está a série “Tarã”, do Disney+, que conta com Xuxa e Angélica no elenco e ainda não tinha data de estreia divulgada até a publicação das primeiras notícias sobre sua morte.

Morte repercute na imprensa

A morte de Clodd Dias foi noticiada por diversos veículos de comunicação. Folha de S.Paulo, UOL, O Tempo, GZH, Pipoca Moderna, Folha de Pernambuco, Curta Mais e veículos de Itapetininga estão entre os portais que repercutiram a despedida da atriz e relembraram sua carreira.

A partida de Clodd Dias deixa uma marca importante na dramaturgia brasileira. Entre o teatro e as produções de cinema e streaming, a artista construiu uma trajetória de resistência, talento e representatividade, tornando-se parte da história recente da presença trans no audiovisual nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Mundo GTV