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Tommy Love fala da importância de artistas LGBT durante o mês do orgulho

Dj frisou seu incomodo com as marcas que só vestem a bandeira da comunidade durante o mês de junho para se promover

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O Dj e produtor musical Tommy Love, um dos nomes mais influentes e respeitados na cena eletrônica nacional e internacional. O artista possui uma cartela com vários hits de sucesso emplacados na cena LGBTQIA+ mundial.

Seu primeiro sucesso foi lançado em 2007, a faixa “Confusion”. Entre os grandes destaques de sua carreira estão um remix oficial para a cantora Rihanna do hit “Where Have You Been”, além de produzir remixes oficiais para Sia, Jessica Sutta, ex integrante do grupo americano Pussycat Dolls.

Animando grandes festas LGBTQIA+ mundo a fora, Tommy é um grande porta-voz da comunidade e sente que a importância que artistas que pertencem à bandeira têm durante o mês do orgulho. O DJ lembra que não tem muito o que comemorar quando se vive em um país com um momento político complicado como o Brasil.

“Este mês é muito simbólico. E eu não acho que a gente tenha o que comemorar. Vivemos um momento político muito delicado, e em um ano eleitoral. Acho que quanto mais barulho for feito, melhor. A música é capaz de unir, e sendo este um mês “festivo”, nós profissionais da música temos essa responsabilidade social de levar mensagens positivas através da música.“

O Dj ainda frisou seu incomodo com as pessoas e marcas que só vestem a bandeira da comunidade LGBTQIA+ durante o mês de junho para se promoverem.

“Me incomoda bastante. É fácil você vestir a bandeira do arco-íris em junho, mas no resto do ano fazer vista grossa para dura realidade da comunidade nesse país. Tenho fé que as pessoas aprendam a diferenciar as marcas que estão do nosso lado, daquelas que só querem um biscoito cor de rosa às nossas custas neste mês.”

Sendo um grande artista internacional quando se trata de música eletrônica, Tommy presencia como é a vida de pessoas da comunidade LGBTQIA+ mundo a fora. O Dj ressaltoualguns pontos que ainda precisa melhorar no Brasil.

“Eu observo que em outros países, como os EUA, a comunidade LGBTQI+ é mais livre de amarras de preconceito dentro da própria comunidade. Infelizmente, nossa comunidade ainda aponta o dedo uns para os outros, te julga pela roupa que você veste, te critica se você não atende a um certo padrão de beleza e comportamento. Estamos evoluindo nesse sentido, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Caminho esse que, lá atrás, foi pavimentado pelas travestis, que deram a cara a tapa, pra que tivéssemos hoje alguma liberdade de ser quem somos.”

 

FONTE/CRÉDITOS: Observatório G
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