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Direto da cobertura da Miami Beach Pride, uma entrevista emocionou o público ao trazer um relato que ainda ecoa na realidade de muitos brasileiros: assumir a própria sexualidade não tem prazo — e cada processo é único.
O entrevistado, brasileiro radicado nos Estados Unidos, contou que só conseguiu se assumir depois dos 30 anos. Segundo ele, o medo, a pressão social e o receio da rejeição familiar adiaram por décadas uma etapa fundamental da sua vida. “Eu achava que estava atrasado. Hoje entendo que cada pessoa tem o seu tempo”, afirmou.
A virada veio quando ele decidiu recomeçar fora do país. Nos Estados Unidos, encontrou não apenas acolhimento, mas também propósito. Atualmente, trabalha na internet com educação infantil voltada ao público LGBTQIA+, desenvolvendo conteúdos que promovem respeito, diversidade e inclusão desde a infância um tema que ainda gera debates intensos e até tabu no Brasil.
Durante a conversa, um dos pontos que mais chamou atenção foi a comparação entre as Paradas do Orgulho no Brasil e nos EUA. Para ele, a diferença vai além do tamanho ou da festa.
“Não é só sobre celebrar. Aqui é sobre segurança. É sobre famílias com crianças participando sem medo. É sobre crescer sabendo que você tem direito de existir”, destacou.
O contraste levantou reflexões importantes: enquanto no Brasil eventos como a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo são conhecidos pela grandiosidade e potência cultural, ainda há desafios relacionados à segurança, políticas públicas e educação inclusiva.
Mais do que uma entrevista, o papo virou um convite à reflexão:
O Brasil está preparado para discutir educação LGBTQIA+ desde a infância?
Estamos prontos para entender que orgulho também é sobre proteção, pertencimento e dignidade?
Porque no fim, não se trata apenas de festa.
É sobre respeito.
É sobre segurança.
E sobre crescer sendo quem você é… sem medo.
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