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De 4 a 7 de dezembro, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, em Belo Horizonte, vai se transformar no maior território simbólico de celebração da cultura quilombola e afro-brasileira em Minas Gerais. O Festival Canjerê chega à 5ª edição reafirmando sua força como encontro que reúne tradição, arte, economia, espiritualidade e luta política, tudo no mesmo tambor.
Sob o tema “Quilombos contra os impactos da mineração: direito ao bem viver”, o festival propõe um debate urgente. “Como garantir vida digna, água, território e futuro para comunidades quilombolas diante do avanço da mineração e de outras ameaças socioambientais?” A programação combina festa e formação, cortejo e reflexão, mostrando que cultura popular é, também, projeto de país.
Sobre o festival
O Festival Canjerê é quilombo vivo em pleno centro da capital porque transforma o Parque Municipal em território de pertencimento, resistência e celebração. É cultura preta reorganizando a cidade ao reafirmar que tradição, rito e memória são força criadora do presente. No Canjerê, a memória reivindica política pública com tambores que chamam instituições, governos e a sociedade a enxergar que direitos quilombolas, titulação de terras, educação e saúde da população negra são urgências históricas. O festival é encontro de gerações, saberes e lutas, onde mais velhos, mais novos, guardas, artistas e lideranças constroem, juntos, caminhos de futuro.
O Canjerê é Minas se olhando no espelho da ancestralidade, reconhecendo que o futuro mais justo, sustentável e plural só pode ser construído com a sabedoria dos povos que, mesmo atravessados pela violência da história, seguem produzindo vida, cultura e esperança.
Programação diversa: feira, cortejos, shows, oficinas e rodas de conversa
Durante os quatro dias de evento, o público terá acesso a uma programação intensa e gratuita:
Feira Quilombola
Espaço de arte, culinária, artesanato, economia preta e produção comunitária, valorizando saberes tradicionais e fortalecendo a autonomia econômica das comunidades.
Cortejos e apresentações tradicionais
Guardas de Congo, Moçambique, Catopé e grupos culturais de diversos quilombos de Minas Gerais ocupam o Parque Municipal com música, fé e ancestralidade.
Shows e atrações culturais
Nomes como Pereira da Viola, Negrito, Realidade Negra, Luiza e as Interioranas, além de apresentações surpresas e grupos quilombolas de várias regiões do estado.
Oficinas e Mídia Ativismo
Formações voltadas para jovens, comunicadores e lideranças quilombolas, com destaque para oficinas de midiatização, saberes tradicionais e troca de sementes crioulas.
Diálogos Institucionais
Mesas com representações do Ministério da Igualdade Racial, Ministério da Educação, Secretaria de Estado de Saúde, MDA, INCRA, CONAQ, Federação N’Golo, FEAM, MAM, universidades federais e estaduais, discutindo:
- Direitos quilombolas
- Saúde da população negra
- Educação quilombola
- Fomento agrícola e políticas públicas
- Gestão territorial, titulação, reparação e fortalecimento institucional
5ª edição: cultura preta elevada à potência máxima
O Canjerê consolidou-se como um dos mais importantes festivais de cultura quilombola do Brasil. Sua quinta edição marca uma ampliação simbólica e política no Canjerê 2025 vai ter mais territórios representados, mais vozes, mais debates, mais enfrentamento e mais festa.
Canjerê é verbo: reunir, celebrar, fortalecer.
É também território: a cidade aprende com os tambores, e os tambores escrevem futuro.
Serviço
Festival Canjerê 2025
De 4 a 7 de dezembro
Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti
Av. Afonso Pena, 1377 – Centro, Belo Horizonte
Entrada gratuita
Realização: Federação N’Golo, CONAQ e organizações quilombolas de Minas Gerais.
Apoio: Prefeitura de Belo Horizonte, Ministério da Igualdade Racial, Governo de Minas, Sesc, Belotur e diversas instituições parceiras.
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