O Instituto Penal de Campo Grande deu um passo importante na construção de políticas mais inclusivas ao lançar o salão-escola “Expressão da Liberdade”, espaço dedicado à formação profissional de pessoas LGBTQIAPN+ privadas de liberdade.

A proposta vai além da estética. O novo ambiente funciona como centro de capacitação na área da beleza, oferecendo aprendizado técnico, desenvolvimento de habilidades e, principalmente, uma perspectiva concreta de geração de renda após o cumprimento da pena. A iniciativa surge como resposta à necessidade de ampliar oportunidades reais de reinserção social para um público que, historicamente, enfrenta altos índices de vulnerabilidade e exclusão no mercado de trabalho.

Segundo a administração da unidade, o projeto foi pensado como uma ferramenta de transformação. Ao aprender técnicas de corte, maquiagem, cuidados capilares e atendimento ao público, os participantes não apenas adquirem uma profissão, mas também fortalecem autoestima, autonomia e senso de pertencimento.

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A aposta na ressocialização por meio da cultura também ganhou reforço. O grupo musical “Som da Liberdade”, já existente na unidade, foi ampliado com a chegada de novos instrumentos e a inclusão de mais integrantes. A música, assim como a qualificação profissional, integra a estratégia de desenvolvimento humano dentro do ambiente prisional.

As ações fazem parte de uma política mais ampla coordenada pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário, que tem investido em projetos voltados à educação, cidadania e preparação para o retorno à sociedade.

Ao combinar capacitação técnica, expressão artística e inclusão, o presídio sinaliza uma mudança de abordagem: transformar o tempo de cumprimento de pena em período de aprendizado e reconstrução de trajetórias.

Via @agepen_ms_oficial

FONTE/CRÉDITOS: agepen_ms_oficial