Nascido em Brasília e radicado no pulsar criativo de São Paulo, o cantor e compositor Vini Trindade, de 25 anos, desponta como um dos nomes mais promissores e originais da cena musical contemporânea. Fugindo dos clichês do funk tradicional, o artista ocupa um espaço singular na cena LGBTQIA+, transformando sua música em uma plataforma de fusão cultural, onde o funk dialoga com o trap, o rap, o axé e uma estética visual cinematográfica marcante.

Mais do que cantor, Vini é o diretor da própria narrativa. Sem medo de ousar, ele assume o roteiro e a direção de seus videoclipes, transformando cada lançamento em uma experiência repleta de referências que transitam entre figuras históricas, cultura pop e ficção. Essa paixão pelas grandes histórias e pelo universo audiovisual reflete diretamente sua personalidade fora dos palcos.

“Quase me considero um cinéfilo. Sou completamente apaixonado por cinema, especialmente pelos gêneros de terror e ficção científica. Um dos meus programas favoritos é ir ao cinema sozinho para mergulhar de cabeça na história”, revela o artista. “Essa bagagem visual e meu amor pelo universo geek, pelos animes, pela Marvel e pelas histórias em quadrinhos são combustíveis para a identidade fantasiosa que levo para os meus clipes. Quero que meu público assista a um vídeo meu e sinta que está diante de uma verdadeira obra de cinema.”

Publicidade
Publicidade

Elegância, dança e autenticidade

Com letras que exploram a sensualidade de forma elegante, Vini busca desconstruir estereótipos dentro do segmento, utilizando a música e o audiovisual como ferramentas de reafirmação, orgulho e confiança. Para ele, a performance é parte essencial da mensagem, e por isso faz questão de participar ativamente da criação e construção das coreografias de seus projetos.

Essa mistura de referências também aparece em suas influências musicais. Embora o funk seja sua principal forma de expressão e liberdade, o artista encontra inspiração em diferentes épocas e estilos musicais.

“Para criar o novo, busco muita inspiração no que me formou. Sou fã assumido das músicas dos anos 80. Bandas como ABBA, The Outfield, Bee Gees e Culture Club estão sempre no meu repeat. Essa mistura de épocas, estéticas e ritmos é o que molda o meu som”, explica o cantor.

Apesar da rotina intensa na capital paulista, onde gerencia sua carreira de forma totalmente autoral, Vini não esquece suas raízes. Sempre que a agenda permite, o destino é certo: Brasília. “Reunir a família é o meu momento de recarregar as energias. É de onde vim e onde mantenho os pés no chão”, conta.

Entregando um trabalho que conecta essência, som e imagem de forma autêntica, Vini Trindade prova que o funk é também um movimento de pertencimento, representatividade e múltiplas possibilidades. Para o público da Mundo GTV, o artista representa uma nova geração que não pede licença para brilhar  e faz questão de ditar as próprias regras.

FONTE/CRÉDITOS: Ligiane Alencar