Sophia Barclay, influenciadora digital conhecida nas redes sociais pela alcunha de “trans de direita”, comunicou o desligamento do Partido Novo, após a direção da legenda informar que ela não poderia manter o apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A nota foi divulgada pela própria influenciadora em suas redes sociais, com mais de 200 mil seguidores.

O Novo tem como postulante ao Palácio do Planalto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A incompatibilidade entre o apoio de Barclay a um candidato de outra sigla e as normas internas do partido tornou a permanência dela inviável.

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Sophia Barclay, influenciadora digital conhecida nas redes sociais pela alcunha de “trans de direita”, comunicou o desligamento do Partido Novo, após a direção da legenda informar que ela não poderia manter o apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A nota foi divulgada pela própria influenciadora em suas redes sociais, com mais de 200 mil seguidores.

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O Novo tem como postulante ao Palácio do Planalto o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. A incompatibilidade entre o apoio de Barclay a um candidato de outra sigla e as normas internas do partido tornou a permanência dela inviável.

Em conversa com o diretório, fui informada de que eu não poderia seguir apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Para mim, isso é algo inegociável”, escreveu ela na nota.

Saída voluntária ou expulsão?

A narrativa sobre o desligamento gerou contradições. Em um primeiro momento, Barclay republicou em sua conta no X uma publicação que descrevia o episódio como uma expulsão.

O diretório paulista do Novo rebateu a versão em nota, afirmando que a saída ocorreu por “questões pessoais dela”. A influenciadora, então, replicou o comunicado do partido no Instagram e classificou a informação anterior como “fake news”.

Ela havia sido anunciada como pré-candidata a deputada federal pelo Novo em dezembro de 2024. Na ocasião, a filiação provocou uma série de ataques nas redes sociais, motivados pela recuperação de um episódio anterior envolvendo justamente Flávio Bolsonaro.

Ao sair, Barclay deixou aberta a possibilidade de seguir a pré-candidatura sem legenda. “Neste momento, não me importa se eu terei que seguir sem partido para manter a minha pré-candidatura a deputada federal, o que me importa é honrar a minha decisão”, afirmou.

“Pedido formal de desculpas” a Flávio Bolsonaro

A relação entre Barclay e o senador tem um capítulo controverso. Em 2023, em entrevista a um podcast, ela afirmou que uma amiga sua, também uma mulher trans, teria se relacionado com Flávio Bolsonaro durante uma festa organizada pelo jogador de futebol Neymar. A declaração levou o parlamentar a registrar um boletim de ocorrência contra ela em 2024.

O desfecho foi uma retratação pública da influenciadora. Em comunicado divulgado à época, ela negou os fatos que havia relatado. “Confirmo nunca ter tido qualquer contato com Flávio Bolsonaro”, dizia o trecho que se referia à amiga citada originalmente. Barclay ainda acrescentou: “Externo, assim, meu arrependimento pelas referidas manifestações, dada à infelicidade e inveracidade do seu conteúdo”, encerrando com um “pedido formal e público de desculpas”.

FONTE/CRÉDITOS: oantagonista.com.br