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Em uma entrevista marcada por ironia elegante, luxo emocional e uma autoconfiança quase performática, a artista trans, violinista e atriz falou sobre inveja, presença e o prazer silencioso de continuar brilhando mesmo sob olhares atravessados.
Ela chega alguns minutos atrasada. Óculos escuros enormes, cabelo impecável, postura calculadamente serena. Senta, cruza as pernas e, ao ser questionada sobre pessoas que tentam “atrasar” sua vida, responde com um sorriso de canto:
“Acho fofo.”
O silêncio que se instala é quebrado por sua tranquilidade quase provocativa.
“Sério. Imagina gastar energia emocional tentando apagar alguém que está ocupado vivendo? Parece cansativo.”
Conhecida por uma presença enigmática, ela aparece, impacta e desaparece. Nas redes sociais, publica fotos altamente produzidas, some por dias e retorna como se o tempo tivesse apenas servido para aumentar sua aura.
“As pessoas esperam acesso emocional. Quando você não entrega desespero, elas entram em curto-circuito.”
“Eu percebi que o ódio também é uma forma de atenção”
Ela conta que, no passado, se machucava tentando entender por que despertava reações tão intensas.
“Depois percebi uma coisa: ninguém fica emocionalmente obcecado por algo irrelevante.”
Uma risada baixa acompanha a conclusão:
“Então, de certa forma… obrigada pela audiência.”
Para ela, existe um perfil específico que se incomoda com sua postura: pessoas que não suportam ver alguém confortável na própria individualidade.
“Principalmente quando você é uma mulher trans confiante, bonita, artística e difícil de acessar emocionalmente. Isso mexe com muita projeção.”
Mistério como estratégia
Questionada sobre sua postura mais reservada, responde sem hesitar:
“Mistério é luxo.”
Ela acredita que desaparecer também comunica.
“Hoje eu prefiro presença seletiva. Não preciso aparecer o tempo inteiro para ser lembrada.”
Segundo a artista, a ausência cria impacto psicológico.
“Quanto menos disponível você fica, mais algumas pessoas percebem o quanto estavam te observando.”
Transformar ódio em estética
Para ela, discutir é desperdício.
“Transformar ódio em combustível é muito mais chique do que discutir.”
Em vez de reagir com raiva, ela afirma canalizar energia para autocuidado e evolução.
“Enquanto algumas pessoas estão me observando com despeito, eu estou hidratando o cabelo, tomando matcha, estudando música e planejando meu próximo movimento.”
Ela acredita que parte do desconforto que provoca vem justamente da falta de colapso emocional.
“As pessoas esperam drama. E recebem elegância.”
“Não tenho culpa se minha existência ativa emoções”
A artista diz que aprendeu a parar de justificar sua existência.
“Quem gosta de você não precisa de explicação. Quem te odeia nunca vai achar suficiente.”
Para ela, presença é linguagem.
“Imagem comunica. Postura comunica. Ausência comunica. Tudo comunica.”
E completa, sem traço de amargura:
“Eu não posso controlar a química emocional que minha existência causa nos outros.”
No fim, continuam olhando
Ao encerrar a conversa, ela resume sua visão com uma frase quase teatral:
“Algumas pessoas me admiram. Algumas me odeiam. Mas poucas conseguem me ignorar.”
Pausa.
“E no mundo da imagem… isso vale ouro.”
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