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Neste sábado, 28 de março, a cidade de Salvador será tomada por vozes, corpos e histórias que por muito tempo foram invisibilizadas. A 3ª Parada do Orgulho da Pessoa com Deficiência (PcD) acontece a partir das 12h, no Farol da Barra, com uma proposta que vai além da celebração: ocupar as ruas como ato de existência, pertencimento e resistência.
A mudança recente de local não diminuiu a força do evento — pelo contrário. Em um dos pontos mais simbólicos da cidade, a Parada reafirma que pessoas com deficiência fazem parte da paisagem, da cultura e da história de Salvador.
“A Parada se consolida como um ato de ocupação e visibilidade. Pessoas com deficiência não estão à margem, elas constroem a cidade todos os dias”, destaca Maili Santos, da organização nacional do movimento.
Um Brasil com milhões de PcDs — e ainda invisível
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 18,6 milhões de brasileiros vivem com algum tipo de deficiência, o que representa aproximadamente 8,9% da população. Ainda assim, essa parcela enfrenta desafios diários: falta de acessibilidade nas ruas, dificuldade de acesso ao mercado de trabalho e pouca representatividade nos espaços culturais e midiáticos.
Eventos como a Parada do Orgulho PcD surgem justamente para romper esse silêncio.
Mais do que números, são pessoas com histórias potentes — como as que sobem ao palco neste sábado.
Arte que nasce da vivência
Entre os destaques está @mcdeusdetih, nome artístico de Deusdedith Junior. Cria de Salvador, o artista transforma sua vivência como homem tetraplégico em rimas que falam de ascensão, resistência e consciência social. Sua trajetória mistura rua e universidade — ele é bacharel em Humanidades pela UFBA e estudante de Direito.
Também se apresenta @matheus.malta1, cantor e violonista que encontrou na música um recomeço após uma lesão cervical. No palco, sua voz carrega emoção, mas também força — a de quem reconstruiu a própria história nota por nota.
Já o veterano @mamafbs leva o peso e a história do hip hop baiano. Cadeirante desde a infância, MC Mamah é referência desde os anos 90, fundador do Núcleo de Hip Hop de Alagoinhas e um nome que une cultura, educação e militância. Sua presença é símbolo de resistência e continuidade.
Poesia, corpo e identidade
A programação também abre espaço para outras linguagens. O artista @gioventurini apresenta poemas que atravessam a vivência de um corpo com nanismo, questionando padrões e propondo novos olhares. Seus textos não pedem licença — provocam, ocupam e transformam.
Com uma proposta sensorial e potente, @daisyblack1888 leva ao público performances em Libras que unem dança, memória e ancestralidade. Sua arte constrói pontes entre a cultura surda e o samba, mostrando que linguagem também é corpo.
Já @antoniosoares846 apresenta o espetáculo “Magia Negra”, um manifesto cênico que mistura poesia, música e reflexão sobre negritude, território e deficiência. Um chamado direto: existir também é um ato político.
Inclusão que se pratica na rua
Um dos momentos mais aguardados é a participação do @blocoalfabeta, que leva às ruas uma bateria formada por pessoas LGBTQIAPN+ — muitas delas com deficiência. Mais do que um bloco, o coletivo propõe um novo jeito de fazer cultura: com intérpretes de Libras, audiodescrição e protagonismo PcD no centro.
Ali, inclusão não é detalhe técnico — é ponto de partida.
Mais do que um evento, um movimento
A 3ª Parada do Orgulho PcD de Salvador não é apenas uma agenda cultural. É um lembrete urgente de que acessibilidade ainda é um desafio no Brasil — e que ocupar espaços públicos é também reivindicar direitos básicos.
Entre música, poesia e encontros, o evento convida a cidade a enxergar — de verdade — quem sempre esteve ali.
📍 Local: Farol da Barra
🗓 Data: 28 de março de 2026
⏰ Horário: das 12h às 18h
No fim, a mensagem é simples, mas poderosa: visibilidade não é favor — é direito.
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