Dois jovens foram brutalmente agredidos na madrugada deste sábado (7), nas proximidades da Praça Wilson Moreira da Costa, no bairro do Butantã, zona oeste de São Paulo. Segundo relatos das vítimas, o ataque foi cometido por um homem e uma mulher ainda não identificados e teria sido motivado por homofobia.

De acordo com informações divulgadas pelo site Metrópoles, os namorados sofreram agressões com pedaços de madeira e pedras. Um deles teve o nariz quebrado e sofreu danos na arcada dentária, enquanto o outro precisou receber pontos na cabeça em sete lugares diferentes.

As vítimas foram socorridas por agentes da Guarda Civil Metropolitana e encaminhadas a um pronto-socorro, onde receberam atendimento médico. Após a alta hospitalar, os jovens procuraram a delegacia para complementar o boletim de ocorrência.

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O estudante Davi Silveira de Farias, de 20 anos, contou que havia saído para comemorar o aniversário de uma amiga na noite de sexta-feira (6) com o namorado, Guilherme Casturina Ferreira, de 23 anos. Na volta para casa, já na madrugada, os dois pegaram o mesmo ônibus e, após desembarcarem, seguiram caminhando até serem abordados pelos agressores.

Segundo Davi, as agressões começaram com ofensas verbais e rapidamente se tornaram físicas.

“Comecei a lutar para defender meu namorado e a mim. Nisso, um dos agressores veio com um pedaço de madeira e depois com uma pedra. Em determinado momento consegui sair das agressões e fugimos em direção à minha casa, que fica próxima ao local”, relatou o estudante em entrevista ao portal.

Familiares das vítimas também afirmam que houve resistência inicial de policiais civis de plantão em registrar o crime como motivado por homofobia. Até o momento, o caso foi registrado como lesão corporal, mas a família afirma que o boletim deve ser atualizado ao longo da semana para incluir a motivação discriminatória.

Desde 2019, atos de homofobia e transfobia são considerados crime no Brasil. Naquele ano, o Supremo Tribunal Federal decidiu que práticas de discriminação contra pessoas LGBTQIA+ devem ser enquadradas na legislação que combate o racismo.

A família das vítimas aguarda a identificação dos responsáveis pelo ataque. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

FONTE/CRÉDITOS: Mundo GTV / Metropoles